quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

fantomas 06


 

 

sim eles passaram a usar câmeras... responder não equivale apenas a reagir a uma dúvida, a contrapor-se a uma interpelação, mas também a assumir as consequências de tal reação e de tal contraponto. isso não quer dizer que nós artistas não ficamos frustrados. é tarde demais para desenhar.

fantomas 05


 

assumi alguns protocolos diante a presença de policiais batendo a minha porta...dependendo a sua resposta digo que pode ser aceito...falamos muitas bobagens...apenas escondo o meu rosto e não desejo ser identificado...nos melhores shows do ano, a resposta foi “sim”. expressa no post...“arte e responsabilidade”

fantomas 04


 

 

constatei a prevalência de “um certo temor de risco investigatório, um temor de levantar hipóteses”. e se passar por mim...eu posso te pagar para fazer isso! parece tolice o que estou te dizendo? acrescentei “a ausência de uma luta entre correntes e o temor de levantar hipóteses ousadas acarretam necessariamente o domínio de truísmos e chavões; destes, lamentavelmente, não há carência entre nós”.

fantomas 03


 

ainda temos algo a dizer? passamos a usar máscaras em diversas partes do mundo...sim...não queremos ser identificados...os disfarces estão sendo mais úteis...e ter a  liberdade de publicar a inverdade que fui visto em outro lugar, fazendo algo que chamo de álibi e máscaras que mandei fazer de mim mesmo... sim você pode comprar e fazer o mesmo se for aceito ao clube! baterão à sua porta como um quadro pôster...não se preocupe!

fantomas 02


 

algumas coisas começam dentro à uma sala ou quarto...tudo bem ouça! outras os fazem se sentir para baixo e essa é a única forma de vitória que eles reconhecem e se retroalimentam... mas para os artistas agora estabelecidos em berlim, londres ou belgrado, há preocupações mais profundas do que se ainda somos vistos...

fantomas 01


 

já são quase três anos após a invasão em larga escala da ucrânia, e nós artistas russos que deixamos nossa terra natal por motivos políticos temos trabalhado sob o peso de restrições práticas. não temo insultos, não peço dinheiro, recebo com indiferença tanto a bajulação quanto a calúnia e não discuto com um tolo.

fantomas 00


 

 

observo o que está escrito hoje sobre você e lhe digo já passei por isso, tive de encontrar novas galerias e compradores, trabalhando com financiamento limitado enquanto faço malabarismos com um segundo emprego ou vida familiar, espremendo meu trabalho em espaços de exposição improvisados...